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Setor florestal: incentivos e nova fábrica aquecem segmento em MS

       O setor florestal cresce a passos largos em Mato Grosso do Sul, estado que tem se destacado no cenário nacional do segmento. Em 10 anos a área cultivada com florestas plantadas cresceu de 90 mil para 820 mil hectares; o estado já é o terceiro maior plantador em volume de área de eucalipto no Brasil. Em 2014 o setor respondeu por mais de um bilhão nas exportações locais, quase 30% da receita total da exportação de produtos industriais, segundo o levantamento do Radar Industrial da Fiems. Com apoio e incentivos do Governo e, o anúncio da construção da segunda fábrica da Eldorado Brasil em Três Lagoas-MS, o segmento segue promissor e deve se tornar ainda mais representativo na economia local.   
 
       Durante o ‘4º Congresso Florestal de Mato Grosso do Sul’ (MS Florestal 2015), realizado em abril deste ano em Campo Grande-MS, o governador Reinaldo Azambuja disse que o setor poderá contar com apoio e incentivos do Governo e que estão previstos investimentos estimados em 20 bilhões para o período de 2014 a 2025, que contemplarão instalação e expansão de unidades industriais e estabelecimento de plantios florestais no estado.
 
       No início de maio, a Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F, anunciou a construção de uma nova linha de produção em Três Lagoas -MS, que terá capacidade produtiva de 2 milhões de toneladas por ano. O projeto de ampliação vai mais que dobrar a capacidade produtiva da empresa. O investimento previsto é de R$ 10 bilhões, sendo R$ 8 bilhões somente no projeto industrial. As obras devem começar ainda em maio (com o início da terraplanagem) e a fábrica está prevista para entrar em operação no primeiro semestre de 2018.  
 
       Para o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore/MS), Moacir Reis, o apoio do Governo é fundamental para o crescimento e desenvolvimento do setor florestal: “Agradecemos e parabenizamos o esforço do Governo, que está ajudando a atrair uma nova linha de produção de celulose, que será a redenção da costa leste do estado, porque está recuperando uma área degradada, gerando novos postos de trabalho, distribuindo riquezas e gerando oportunidades”.
 
       Segundo Moacir, a Reflore/MS também espera que a Fibria (que planeja ampliar sua produção) possa implantar a sua segunda linha em Três Lagoas-MS. “As previsões são otimistas, precisamos melhorar a infraestrutura dos municípios e a logística, para recebermos bem as indústrias e os trabalhadores. Vamos unir forças pra que a gente possa fortalecer cada vez mais o nosso setor florestal”, complementa.   
 
       Vários fatores colocam Mato Grosso do Sul como uma região fértil e promissora para o desenvolvimento das florestas plantadas: condições climáticas favoráveis (com regularidade pluviométrica), topografia (com índice de aproveitamento e utilização do solo de mais de 70%), boa produtividade, hidrografia em abundância de água disponível e de ótima qualidade, legislação moderna, incentivos fiscais e outros fatores. Hoje são mais de 800 mil hectares de plantação, destes, metade são comercializados. Segundo o presidente da Reflore/MS, para dar vazão a oferta de matéria-prima existente é preciso buscar novos negócios e ampliar as cadeias produtivas de base florestal.
 
       “Precisamos equilibrar a oferta e a demanda de madeira. Apoiamos o Governo na atração de novas fábricas, como as de MDF, chapas e painéis de madeira, ferro gusa, de carvão, as produtoras de energia por meio da biomassa e, outras. Assim, vamos completando o setor florestal, estendendo as cadeias produtivas e mantendo Mato Grosso do Sul em destaque no cenário nacional, podendo chegar a mais de um milhão de hectares muito antes do que foi lançado no plano de 2008”, afirma Moacir.
 
       Hoje a produção de papel e celulose tem gerado um emprego a cada 10 hectares plantados. Com 820 mil hectares, são cerca de 80 mil pessoas empregadas em toda cadeia. Com a ampliação da produção de fábricas já instaladas no estado e com a chegada de outros tipos de negócios, a expectativa é que o setor cresça ainda mais, gerando novos postos de trabalho no mercado de trabalho, promovendo o desenvolvimento de municípios e incrementando a economia sul-mato-grossense. 

Fonte: CI Florestas


por: Sarah Diniz

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