Após demissão de Galvão, governo Bolsonaro avalia colocar militar na direção do INPE - Florestal Brasil

Receba conteúdo florestal grátis toda semana

[POLÍTICA]

Após demissão de Galvão, governo Bolsonaro avalia colocar militar na direção do INPE

foto: diretodaciencia.com

Ministro da Ciência e Tecnologia, Inovação e
Comunicação, Marcos Pontes.

Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasi)
O ministro da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes, disse que o nome do novo diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) deverá ser anunciado até terça-feira (6). Segundo ele, entre os mais cotados para assumir o cargo estão um oficial da Aeronáutica e um doutor em desmatamento. A possibilidade de colocar um militar na direção do instituto vem na esteira da demissão do ex-diretor Ricardo Galvão, que rebateu as críticas feitas por Jair Bolsonaro que colocaram em dúvida os dados sobre o desmatamento no Brasil divulgados pelo Inpe. 
A exoneração ocorreu depois que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, critiaram os resultados da pesquisa do INPE que aponta o aumento das taxas de desmatamento no Brasil.

Em 20 de julho, Galvão afirmou em entrevista ao jornal nacional que Jair Bolsonaro "tem um comportamento como se estivesse em um botequim, ou seja, ele fez acusações indevidas a pessoas do mais alto nível da ciência brasileira, não estou dizendo só eu, mas muitas outras pessoas". "Isso é uma piada de um garoto de 14 anos que não cabe a um presidente da república fazer", disse o Ex-Diretor do INPE. 
Diante disso, a resposta de Galvão gerou uma situação de "constrangimento insustentável", segundo suas próprias palavras, e por conta disso foi exonerado.
Galvão é um físico e engenheiro brasileiro, professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP). Membro da Academia Brasileira de Ciências,
 
Ricardo Galvão, Ex- Diretor do INPE. Foto: Lucas Lacaz Ruiz/A13/Agência O Globo
De acordo com Bolsonaro, o presidente da República deveria ter sido avisado antes da divulgação de dados do instituto, que apontaram um aumento de 88% no desmatamento no país em junho em relação ao mesmo período no ano passado. Disse ainda que “não havia mais clima” para a manutenção de Galvão no cargo. 

Jair Bolsonaro e Ricardo Salles, ministro do
Meio Ambiente
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Agência Brasil)
“Eu não peço certas coisas. Eu mando. Por isso que sou presidente. Após as declarações dele a meu respeito, pessoais, não tinha clima para continuar mais, não tinha clima”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada.

Em entrevista à uma rádio, o ministro da Marcos Pontes afirmou que está "procurando um nome que tenha conexão com Inpe, que tenha conhecimento nessa área (desmatamento) e em gestão". Ainda segundo ele, a demissão de Galvão foi motivada pelo fato dele procurar a imprensa para rebater os comentários feitos por Bolsonaro. 
 
"Se o Galvão tivesse me procurado após os comentários de Bolsonaro, tudo poderia ter sido resolvido no diálogo. O fato de ter falado direto com a imprensa gerou perda de confiança", justificou o ministro. "Tem influência do presidente, mas também tem minha parte, porque se tornou difícil contornar a situação", emendou.

Ainda conforme o ministro, o sistema de monitoramento do desmatamento será alterado e a análise será feita de forma conjunta com o Ibama, ligado ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 


por: Lucas Monteiro

0 comentários:

Tecnologia do Blogger.